SHTIM SHLIM – o sonho de um aprendiz

Shtim Shlim – O sonho de um aprendiz Uma instalação performática do grupo Os Tapetes Contadores de Histórias. O fio condutor para a criação deste projeto é o conto popular dos Berberes, povos nômades do norte da África, “Shtim Shlim”, sobre a história de um rapaz que sonhou com o sol entrando pela manga direita de sua camisa ao mesmo tempo em que a lua entrava pela esquerda. Jovem que, impressionado pela fantasia bastante real, sente uma profunda necessidade de conhecer a ciência e a magia. Despertar que o leva a uma busca por conhecimento e, tempos depois, a se libertar como um grande sábio, construindo uma trajetória determinada pelo sonho que teve.

Este trabalho estreou na CAIXA CULTURAL BRASILIA  em setembro de 2014, e realizou temporadas nas CAIXAs Culturais do Rio de Janeiro e Recife,  associa as linguagens desenvolvidas, há 17 anos, pelo grupo – narração, performance, atuação cênica, instalações, explorações de tessituras e animação de formas em escala reduzida e ampliada, proposta que tem direção artística de Inno Sorsy e supervisão cenográfica de Analu Prestes. A instalação, com objetos de tecido e costura em grande escala, que convidam ao visitante passear e interagir com esses objetos, passando por entre eles, tocando-os e ouvindo sons que aludem aos momentos da história num jogo sensorial. Estes elementos também são usados pelos atuantes durante apresentação da performance narrativa. Para este projeto cênico-plástico, foi convidada para colaborar na escritura cênica a atriz e dramaturga Luciana Zule, que adaptou em conjunto com o grupo partir do conto da tradição oral.  Cadu Cinelli, Edison Mego, Rosana Reátegui e Warley Goulart, d’Os Tapetes Contadores, conceberam e criaram a instalação, onde seus componentes remetem às transformações corporais e a elementos naturais como o sol, a lua, terras, mares e estrelas em forma de objetos, maquetes e ambientações. Os componentes da instalação, como uma árvore de tecido de 4m de altura, um galgo de 2m, feito de retalhos, uma cama de gato para ser atravessada pelos visitantes,  6 caixas de luz e tecido, entre outros, remetem às transformações do protagonista, e seu processo de aprendizagem e de amadurecimento. Estes elementos criam relações e produzem sentido quando o público contempla ou responde aos estímulos propostos pela instalação e se relaciona, inclusive, durante apresentação da performance, com os atores-narradores.

Esta obra idealizada pelo grupo de criadores, Cadu Cinelli, Edison Mego, Rosana Reátegui e Warley Goulart, d’Os Tapetes Contadores de Histórias, tem direção da artística africana Inno Sorsy, educadora e narradora reconhecida mundialmente, supervisão cenográfica da atriz e artista visual Analu Prestes e colaboração na dramaturgia de Luciana Zule. A paisagem sonora é assinada pelo músico e DJ Serge Erège .



Que legal! 4 pessoas comentaram

  1. Cláudia wrote:

    Em 24/02, participei da performance com minha filha de 8 anos. Ela ficou maravilhada e eu encantada. Todas as sensações do espetáculo meu acompanharam por alguns dias. PARABÉNS por este lindo trabalho! Que possam alcançar muitas outras pessoas.

  2. Alexandra wrote:

    Nós viemos de férias pro Rio no começo de fevereiro e assistimos a peça. Minha filha de 5 e eu amamos tb! Acho imprescindível que a trupe visite outros estados do Brasil, em especial Campo Grande, aonde moramos. Muito sucesso. Estimular criatividade das crianças nos tempos de internet, vídeo games e televisão, é uma dádiva!!!

  3. Sylvia Karan wrote:

    Participei desse espetáculo com meu esposo e filhas e ficamos maravilhados! Espetáculo envolvente, criativo e original!